domingo, 2 de junho de 2013

Maxikoan - Cosmic abyss




A primeira vez que pensei em combinar as palavras que constituem o Título deste Maxikoan¹ foi um dia depois, em plena ressaca, depois de beber duas garrafas de vodka. Os pensamentos que habitam minha mente selvagem se aprofundaram depois que li o Filosofo Alexius Meinong. Bertrand Russel de início se encantou com os filosofemas de Meinong, mas depois de uma análise mais profunda as rejeitou. Meinong pensava que tudo que se passa na rede neuronial (pensamentos) deve existir em algum lugar do Universo. Bertrand, um lógico inglês, desprezou as implicações coerentes de Meinong e deixou seu pragmatismo Anglo-saxão predominar.


Voltando ao Epígrafe:  Abismo Cósmico é a situação que os meus pensamentos livres e desencardidos de antropomorfismo baratos e piegas - se lançam em busca de uma suposta "Verdade". Parménides de Eléia, um filosofo Pré-Socrático, traduzia a "Verdade" pelo conceito certeza. Tanto foi assim, que valorizava a ponto de chegar a oferecer todos os tesouros do mundo em troca de uma tábua que o salvasse do oceano das incertezas no qual se debatia. Com efeito, o conceito "verdade" percorreu longo caminho no pensamento da humanidade. A "verdade" foi o mito, foi a religião, foi a metafísica, foi a linguagem e "pós-modernamente" é a relatividade do observador, embora a maioria dos cientistas perturbados pela fuga do foco no objeto (como Karl Popper demonstrou), e, coetaneamente, iniciamos mais uma busca atravessando o rio de Heráclito, onde tudo flui: - PANTA REI...


Foi num dia de indisposição alcoólica que veio a cabeça este Maxikoan - o qual titulei Abismo Cósmico; Ecoava, reecoava dentro do meu cérebro como trovões de uma tempestade tropical em pleno Caribe. Como já escrevi - estava de porre - olhando a movimentação das moléculas da superfície de um copo de água. Foi neste momento, que tive um insight, assim - como Frijot Capra olhando as ondas do mar. A intuição alcoólica levou minha imaginação a percorrer o cosmos, a penetrar em singularidades de buracos negros, penetrar em universos paralelos por meio de buracos de minhoca, a viajar pelo universo a velocidade da luz em cima de um Fóton. Este exercício imaginativo resultou em uma pedagogia que resolvi conceituar como Maxikoan.



O Maxikoan intitulado > Abismo Cósmico rejeita qualquer dogma ou axioma, mas trabalha com métodos de qualquer natureza, porém, apesar de fluir sua ação dentro desta ferramenta e partir de princípios e axiomas, contudo não os consideram como pétreos, ou seja, a partida do método é somente aonde os pés dos Maxikoans se apoiam para logo depois descartá-los se for o caso. Nada é determinado, a não ser o próprio homem e o resto do universo. A contradição é o motor, o coração para o desenvolvimento do Maxikoan, pois tanto é possível pegar elementos de Parménides como de Heráclito (a imobilidade e a Fluidez, respectivamente) e esta é essência do nosso método-pedagógico. O informe é trabalhado, talhado com o objetivo de torná-lo acúleo - para penetrar no circuito neuronial e na cinética caótica - para que  brote uma nova "verdade", sempre provisoria, desafiadora de todos os dogmas e princípios, móvel e escorregadia. 



O que os cientistas temem é o aprofundamento filosófico da ciência, por um simples motivo: A principal ferramenta utilizada por eles é a Matemática que tem na essência as relações, a relatividade. Embora saibam, inconscientemente, que o foco do objeto está diluído no observador, na subjetividade -  tampam os olhos para esta irremediável incerteza, fluidez da "verdade", da objetividade, da ciência. Nietzsche em um dos seus aforismo foi contundente: "- Não Existem Fatos, apenas interpretações" ....



O Maxikoan Tem esta fluidez, a eterna "verdade" provisória,o rio de Heráclito que nunca  mais vai ser o mesmo; a imobilidade de Parmenides em junção com as aporias de Zenão de Eléia (O Quelônio vencerá a Corrida?), que congelarão a superfície do Rio, mas que não impedirão a fluidez das águas profundas. O Maxikoan titulado Abismo Cósmico é união do deus dançante de Nietzsche com o deus imanente de Espinosa; é dialéctica levada as últimas consequências no movimento da palingenia, no mito de Tântalo - tentando romper a circularidade, a pré-determinação da natureza, mas sem ilusão que um dia a humanidade venha conseguir este intento....

Horácio, Odes:²
Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero.
 
  

Notas:

(¹) - Maxikoan : Clique aqui:   http://multiplasverdades.blogspot.com.br/
http://razzendressss.blogspot.com.br/

 






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