quarta-feira, 25 de março de 2015

Maxikoan - Pensamento Zipado Ou A Complexidade Da Teoria Do Nada....





Pensamento Zipado
Ou 
A Complexidade Da Teoria Do Nada....





Todos homens, bípedes e racionais, necessitam de um arrimo. Talvez um livro sagrado, uma cruz, um simbolo sobrenatural ou uma filosofia; até mesmo, visões divinas misturadas num cadinho cientifico (física quântica). Parmênides trocava toda sua fortuna por uma pequena tabua em que pudesse flutuar no oceano de incertezas. O meu mundo é diferente. Não preciso de rolex, conta bancaria ou qualquer modo que transforme o ser em ter, nem qualquer ilusão para existir, nem  mesmo um GPS:

- Não preciso da alienação no objeto para ser e existir. Alienação alienígena ou o ser imanente no objeto. Não uso aplicativo para orientar ou gerenciar algum procedimento.

Sempre admirei a convicção de Empédocles, que acreditava ser imortal. Quando cumprimentava seus contemporâneos, fazia assim:

- "Saudações! Eu sou entre vós um Deus imortal, não mais um mortal”.

O filósofo grego acreditava tanto em sua eternidade, que para prová-la, se atirou da borda da cratera do Etna - nas profundidades do abismo. 



Meus pés rasgados pelo destino. A pré-determinação assassina de todo o livre-arbítrio. Ando de acordo com a causa e efeito - ou leis que regem o universo. Tanto um como outro, não temos alcance de conhecer ou influenciá-los. Kant nos ensinou a absorver a crítica e que é impossível conhecermos a coisa-em-si. Todo dia levanto no meu ateísmo destrutivo. Engulo uma chávena de água-ardente. O aparelho estomacal é estimulado. As falanges logo em seguida  começam apertar teclas que imprimem palavras na tela. Após outra chávena o pensamento move-se mais rapidamente e confuso. Não acredito em alguém que escreva corretamente, conforme as leis da sintaxe, da ortografia & semântica.  Não necessariamente, mas provavelmente, é alguém que aceitou o olhar do senhor. O consumo da casa grande já não pode mais ser sustentado. As amarras invisíveis precisam ser rompidas. Um mundo novo pode ser diferente, mas para isso precisamos acreditar no ser humano. De minha parte estou cansando, cético, destilo ácido e nas veias correm líquidos radioativos. Não acredito em promessas, mas anuncio dias terríveis - sou uma espécie de oráculo do pessimismo. Os pássaros de mau agouro sobrevoam meu córtex. Os deuses estão mortos, mas mesmo antes de Nietzsche colocar na sua filosofia, eles já haviam abandonado minha ascendência. Estou sempre pensando que dor terrível vai consumir minha existência. Em que Cáucaso os abutres vão consumir meu figado etílico, exposto no corpo acorrentado na montanha mais solitária.  A minha repugnância afasta os seres indesejados, sou quase um misantropo. Para ser preciso vencer o instinto de auto-conservação. Não sei aonde chegarei com minha verborreia e solidez solitária, meu mau-humor, minha dieta Etílica-Vegan. Só tenho orgulho dos meu ferimentos causados pelas bebedeiras... Enfim, talvez, o fim seria melhor, mas estou enfadado com adjetivos...





  

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