quarta-feira, 15 de julho de 2015

Maxikoan - "I have nothing to offer anyone except my own confusion" - Kerouac





De Hormônios, Succubus & Nirvana









A sólida água turquesa deslizava na solidão dos pensamentos absortos no que chamamos simplesmente vida... O álcool, eterno companheiro de viagens diversas, ajudava a levar o corpo incorpóreo aos mares de calmarias e tempestades do índico milenar e sagrado. A morte vagava ao redor como um elasmobrânquio na sua inocência cruel. A esperança consome o tempo útil de absorção na mais terrível hermitage erguida, que contamina a eletricidade que rasga o córtex. O Universo  agora dialoga com a tabela periódica do corpo sacro, da ciência, das células que dão vida, consomem e deletam, mas sem tirar ou acrescentar nada ao universo, apesar do movimento visceral.  Os temporais severos deslocam o devaneio que singra por oceanos de ilusão no pensamento selvagem, que afasta as relações humanas. Sinto a tenebrosa rejeição humana fundamentada em seus deuses de moedas.  O ser humano, uma invenção metafísica preenchida pelo consumo da alienação, presumido na vontade concreta dos objetos, projeta o inexistente deus como o fiador de suas propriedades, de seu ódio ao semelhante e ao planeta e para sua sociedade de classes e escravismo. O ramerrão segue nas artérias imponentes e burguesas. O sangue espalhado pelo aço e concreto se espraia  nos miasmas modernos das ovelhas humildes e submissas. O manto maldito cobrindo o corpo solitário, manchado com o pseudo vinho tokay/tupiniquim, vela as estratégias de um plano irracional de destruição.  A atmosfera soturna estimula os hormônios-succubus, levando ao esgotamento das energias que brotam nas vivencias prazerosas. O pesadelo se insinua eterno no fugaz pulsar dos sólidos que se desmancham no ar.  Os poros expelem fluidos tóxicos proibidos pelas falsas leis humanas. A desesperança é a base para resistir as investidas da massiva impregnação dos objetos da aldeia global policial. O nada comporta e acalma todas as incertezas que infestam a realidade-ilusão do formigueiro humano. O nada do fluido azulado em que destroços oportunizam uma equidistância do nirvana, da índia mistica com todas as contradições, onde o que parece ser nem sempre é....







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