sábado, 16 de janeiro de 2016

O Amor Fati É a Solução para o Pseudo Livre-Arbítrio



O Amor Fati É a Solução 
Para o Pseudo Livre-Arbítrio 







Karl Popper disse que quanto mais uma teoria é testada mais perto está do seu fim. O ser humano quanto mais vive mais perto está de sua extinção. Assim como a humanidade e suas respectivas civilizações. Uma nevoa imanente aos neurônios, como uma manta de carbono, trará a extinção de vidas complexas no planeta. O pensamento humano há muito deixou de ser claro, funcional a longo prazo, mas isto é a triste historia que o universo reservou para o bípede implume. O caminho para destruição é irreversível. O livre arbítrio é uma invenção antropológica para justificar o mito religioso de Eva e Adão. A maçã foi saboreada. A culpabilidade é a consequência que gerou as propaladas justiças - humana e divina. Nietzsche em suas enfurnadas etimológicas descobriu que os pré-socráticos sabiam da fatalidade humana. O Amor Fati significa que o homem não possui influência alguma em seu destino. É a aceitação integral da existência por mais cruel que seja. As quatro forças (interação gravitacional, interação eletromagnética, interação forte e a interação fraca) que movem o universo no espaço-tempo, estão impregnadas na matéria, podemos dizer que matéria e energia são dois lados da mesma moeda.






A partir de Sócrates o conhecimento humano começou a ser deturpado.  O homem começou a ser dividido. Platão criou dois mundos o da ideia e mundo dos objetos. E com isso a humanidade caminha em todas suas manifestações. O espirito e o corpo. Deus e a natureza. Verdade e mentira. Matéria e energia. Descarte se esforçou para dar uma explicação racional da dicotomia do corpo e da alma. Localizou o ponto de contato, de comunicação, ou seja, a glândula pineal. Espinosa expulso (chérem) da sinagoga por rabinos furiosos, anteviu o que a ciência há pouco tempo descobriu. O filosofo de Amsterdam  afirmou que deus era a natureza (Deus Sive Natura). Atualizando, A energia está imanente na matéria. Deleuze uniu, deu vida, aos simulacros de Platão, mas a humanidade não absorveu Espinosa nem Gilles Deleuze. A humanidade está com seu cérebro comprometido. A configuração neuronal está coberta por um manto de ignorância, onde abriga superstições, deuses, filosofias de opressão, intolerância. Mesmo com todo este "progresso" tecnológico que promete colocar o homem em paraísos espalhados pelo cosmos, não será suficiente para evitar a extinção do bípede implume. Seria contraditório - agora - colocar a culpa no córtex.  Não. Pelo Contrário. Digo que o homem tem o livre arbítrio para modificar o passado, em sua memoria, em suas páginas que narram o que já aconteceu... E assim como o Teorema do Macaco Infinito afirma que um macaco digitando aleatoriamente em um teclado por um intervalo de tempo infinito irá certamente criar um texto escolhido, como por exemplo a obra completa de William Shakespeare; também, um homem digitando teclas, por um tempo infinito, irá prever seu futuro..,





 

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