terça-feira, 20 de agosto de 2013

Maxikoan: Look Your Coccyx...



O homem não tem cauda...
Não por ser especial ou criatura de um ser perfeitíssimo, fora do tempo e do espaço, mas pela evolução.



Foi no meu último sonho metafísico, que Nietzsche e Darwin estavam parados numa esquina de Londres, provavelmente, aonde Jack Estripador seguiu o método cartesiano  e separou as partes dos corpos de algumas de suas vitimas. O dia estava livre do fog britânico, a cinzenta London estava iluminada por raios de sol. Darwin e Nietzsche apoiados na parede de tijolos a vista, rabiscadas por grafiteiros e com marketing de cervejas grudadas na sua verticalidade. O Filosofo tomava uma guinness apesar da sua repulsão ao álcool e o Biólogo bebericava algum vinho da região do rio reno. Discutiam intensamente se a vontade de potência ou a mutação eram responsáveis pela dinâmica dos seres vivos, do universo:



D: - Acho que seu Übermensch só seria possível por meio de uma mutação.

N: - Certamente, a mutação de todos os valores, a transformação da moral seria baseada nos genes, na mutação genética. Seu suporte seria físico, pois desmanchei o racionalismo hegeliano e a metafísica a marteladas, mas hoje o genes do super homem ainda não existe, talvez tenha se perdido para sempre no homem grego na época da tragédia.


D: - A evolução não leva a nenhuma mudança radical, apenas adapta a vida a novas exigências do meio. 

N: - Isto é o cristianismo que criou uma moral dos fracos para sobreviverem num mundo aonde a vontade dos fortes, da besta fulva vai se impor.

D: - Repito. Somente por meio de uma mutação será possível que sua filosofia, que a vontade de potência e o Übermensch vão vingar.

N: - Os gregos antigos não precisavam de deuses para suportar suas desgraças, era a vontade pura da natureza, as forças do universo que os mantinham prontos para rirem de suas tragédias...

D: - Se você tem certeza disso, eles foram um ramo da humanidade que se extinguiu, assim como lobo da Tasmânia, os dinossauros e outros tantos.

N: - As Civilizações tem ciclos de Apogeu e decadência, os gregos não fugiram a esta palingenesia, ainda mais quando sofreram a influência do judaísmo, da moral dos fracos. Platão foi o fundador do cristianismo com seu mundo imaculado das ideias que acabaram com o vigor da cultura, do homem forte grego.





Nietzsche e Darwin avançaram pela tarde com o dialogo. O lusco-fusco já se aproximava, os dois estavam embriagados. O filósofo ficou com o farto bigode intumescido pela cerveja, enquanto o biólogo secava os últimos goles da essência do reno. Os dois começaram a observar o movimento de idosas anglicanas com seus trajes rigorosos irem na direção da abadia de Westminster: 




N: - Pobre rebanho servil e imitador, acreditam que serão salvos pela fé, que existe um outro mundo melhor. Concordo com Marx quando escreveu que a religião é ópio do povo.

D: -  Imitatorum Servum Pecus....

Nietzsche puxou pelo braço Darwin e se puseram a seguir um grupo de religiosas. Quando se aproximaram da Abadia, os dois começaram a gritar para as senhoras saídas da era vitoriana, dignas do século XIX:

 - Olhem seu cóccix... 

 - Olhem seu cóccix... 
 - Olhem seu cóccix...

Riram muito, ainda mais, quando as  velhas carolas  se puseram a correr, pensando se tratar de dois bêbados celerados ou até quem sabe os dois estarem possuídos pelo demônio. As senhoras entraram correndo no templo, pois ali estariam protegidas pela fé. O filosofo e o biólogo estavam languidos de tanto gargalharem. A noite chegou  e os dois se despediram com um breve dialogo:

N: - Foi um dos melhores dias de minha existência, só comparados  com minha estada no sul da europa.

D: - Concordo... Fazia muito tempo que não me divertia tanto, lembrei as brincadeiras dos marujos do beagle que enfureciam o capitão.

N: - Então vamos para casa, enchendo os pulmões e gritando a pleno - Nietzsche inspirou e vociferou: - Olhem seu cóccix... Olhem seu cóccix...

D: - Olhem seu cóccix... Esta é muito boa...


E assim ao som de enormes risadas infernais o sonho metafísico se desfez....










domingo, 4 de agosto de 2013

O Conexo Desconexo





O DESCONEXO









O CONEXO 




O prato branco fumegante em cima da toalha puída e macilenta de algodão, com detalhes bordados em forma de flores vermelhas dentro de cestos de vime, olorava vapor carnil exalado das almondegas - ao molho madeira, acompanhadas de arroz cateto selvagem e salada de burgol, cebola, pimentão e tomate. O garfo na mão do filósofo estava suspenso, congelado na profundidade da rede de neurônios. O pensamento maquinava o capítulo XXII do livro Contribuições À Doutrina Do Sofrimento Do Mundo, de Arthur Schopenhauer. O espirito do philosophe se inundara do pessimismo do ilustre pensador tedesco. Estava em plena ataraxia, sem reflexos de mobilidade corporal, apenas atividades críticas e negativas no fluxo e conexões do córtex cerebral.




No lado oposto da cidade, no Instituto do Coração, um cardiologista examinava um diagnóstico produzido pela vanguarda tecnológica, seu pensamento distava alguns quilômetros, buscava uma explicação, uma racionalidade para a diferença entre a assistência médica dada aos pacientes particulares, possuidores de bens  e o oferecido pelo sistema de saúde do governo aos mais necessitados - os sem posses. Eram duas categorias de pacientes:

a) Os donos e beneficiados pelo poder econômico - que recebem toda disponibilidade de equipamentos avançados e métodos supra modernos sem espera.
  
b) Os explorados e subjugados pelas leis confeccionadas em favor do poder econômico e que ficam à mercê de um sistema ineficiente, de colegas que apenas estavam interessados em receber "desprezíveis reais" pagos pelo sistema publico, além de ter que esperar horas, dias, meses, anos para serem atendido, quando não morrem na fila. O pensamento critico do médico questionava o sistema capitalista: 
- "Será que  em Cuba existiria aquelas distinções? Será que os homens eram atendidos conforme suas posses, mesmo nas horas mais terríveis, quando todo ser humano deveria ter os mesmo direitos diante a doença? Porque os recursos tecnológicos e métodos modernos só estavam a disposição de um seleto grupo do poder econômico e seus apaniguados"?




O filosofo levou o garfo com um pedaço de almondega condimentada entre os dentes, a inercia começava a se desmanchar, a pimenta extra forte adicionada ao bolo de carne e pão fizeram seus olhos lacrimejarem, uma parte da secreção caiu num granulo de açúcar cristal, que uma formiga carregava com grande esforço, com o líquido salgado o produto industrializado da cana de açúcar, que os portugueses e holandeses disputaram há séculos, se dissolveu e o esforço do inseto se tornou em vão. Os sentidos do philosophe despertaram completamente, sua ataraxia se esboroou com um som agudíssimo vindo de uma serralheria da vizinhança. O ferreiro batia o malho num ferro com toda sua força física, extraindo sons que despertavam até almas adormecidas eternamente. O pássaro cardeal se batia na gaiola de arame e madeira, pendurada na porta da serralheria na qual o ajudante saia carregando um copo de aguardente para o ferreiro, nem sem antes bebericar alguns goles em frente a parede interior do galpão, que apoiava um calendário de mulheres nuas de uma empresa de pneus.




Uma árvore carregada de caqui, uma planta originária da asia luxuriante e despótica, atrai sábias com seus bicos evoluídos para furar frutas, caçar insetos, eles emitem seu trinado triste, apesar de hodiernamente os alçapões, fundas e espingardas de chumbinhos estarem abolidas pela nova geração que nesse instante tecla em frente a uma computador, screen ou cheiram cola na frente de um supermercado abordando clientes para dar suporte ao vício e, ainda, atirados como zombies exercitam a mortificação de seus corpos fumando crack - em becos e áreas degradadas junto a excrementos humanos de homeless, que se limpam com jornais da grande mídia corporativa, que defendem os interesses do poder econômico e estão se lixando para a transcrição correta dos fatos - num dia qualquer do calendário gregoriano em que a terra completa sua translação indiferente as funções artificiais que os homens cumprem com determinação. Como  ratinhos de Skinner corroborando a teoria behavorista, enquanto outros dormem em casa de papelão & outros assaltam, entrementes, um budista e um médium empreendem voo no espaço cósmico usando técnicas paranormais que a guerra fria escondeu a sete chaves, porém a SpaceX lançou um carro Tesla Roadster a bordo do   novo foguete jumbo Falcon Heavy...











quarta-feira, 31 de julho de 2013

Life is fragmentary and Irrational







MÉ ON      ~~~~~~~~~~~~    ONTOS ON






Passou pelo epifenômeno, ou seja, pela rede neuronial que suporta o que chamamos de pensamento. Foi como alguém batesse na porta e ao atender, ao abrir nos deparássemos com o nada ou com fragmentos de realidade - que teríamos que montar de acordo com nosso corpo biológico, junto a eletricidade e a química que o habitam. Sendo mais preciso, as ciências e as filosofias (no plural para justificar o título) buscam a unidade, como o cavalo tenta alcançar a cenoura pendurada a sua frente, num haste amarrada ao seu corpo. Well, o Positivismo de Comte se gabava de ter chegado ao ápice do desenvolvimento do homem, a Sociologia seria a Unidade de todas as ciências, depois de uma demorada evolução do Mito à Religião, da Religião à Metafísica, da Metafísica à Ciência e finalmente o Positivismo.  




Hodiernamente -  Ciência tenta unificar a Teoria da Relatividade de Einstein com a Teoria Quântica para Termos a compreensão total do universo (Teoria das Cordas). Einstein não admitia um mundo diversificado, relativizado perante a compreensão do universo,  não aceitava que Deus se divertisse em Las Vegas: - "Deus Não Joga Dados" - disse certa vez. Era o Inimigo nº 1 da Física Quântica e tentava derrubar a Teoria da Incerteza de Heisenberg - com cálculos, que cada vez mais ratificavam a mesma - Sua abordagem sobre  o Efeito Fotoelétrico é um exemplo. Einstein não era um cientista convencional, suas equações nasceram de sua imaginação. Num ato virtual viajava a velocidade da luz - paralelamente e em movimento contrário a uma descarga elétrica, sua mente fértil, o sonho em vigia foi a base da Teoria da Relatividade na qual tentava provar um mundo estático.



Tentando pegar o fio de Ariadne para escapar do labirinto, o homem paga até hoje a estrutura do seu primeiro pensamento organizado. O Mito foi o fundamento, a configuração que se estabeleceu nos neurônios  para escapar das incertezas que a natureza (inclusive o Homem) - Através dos fenômenos impingia ao bípede implume. A Morte do Minotauro não iria reparar as injustiças que derivam das artificiais escalas de valores construídas sob o medo do desconhecido. O Bem e o Mal só existem na axiológia, na moral e na ética, que foram fabricadas com o intuito de  num primeiro momento dar conforto ao ser que começava a repetir os movimentos da natureza - e, num segundo momento, por uma escol, para dar suporte a uma estrategia de dominação do homem pelo homem.




A natureza humana tem verdadeira ojeriza por fragmentação, apesar de sua individualidade ser uma organização fragmentaria que tende para o espalhamento. A consciência é um quebra-cabeça montado pelas vivências prestes a ser implodidas e inseridas no jogo irracional da natureza, que desconhece a pretensão unificadora humana. Não temos nada - nenhuma pista, vestígio de deus, de racionalidade na natureza, senão na virtualidade inconcreta da rede neuronial,  que dá suporte a  metafísica. A Unificação em qualquer forma como no holismo, em deus e no ser especial homem não encontram eco no fluxo no universo concreto - que nos é apresentando nas nossas vivência acumuladas na consciência ou na inconsciência.




CARPE DIEM


Pegando o título do Poema de  Horácio convoco a todos que aproveitem o dia, não percam tempo em contrariar a natureza, apenas sigam seu fluxo, naveguem no rio de Heráclito. Deixem as uvas amadurecerem, aproveitem o açúcar natural ao sol ou  as macerem, as deixem  fermentar e virar  líquido nobre. Saboreiem o vinho numa noite em que o céu límpido mostre todo o esplendor em algum lugar inexplorado. Convoquem para uma unificação provisória as percepções, os sentidos, deixem a embriagues de Dionísio tomar conta do seu ser, pois está é única forma de anular o sofrimento, a passividade diante a máquina sociológica, econômica que não cansa de moer carne humana...



terça-feira, 9 de julho de 2013

THING-IN-IT-SELFT -> Númeno Sem Mais ou Menos...Sou Muitos Mas Não Sou Nenhum












Foi na última noite de insônia... 

Não consegui escapar, bater em retirada...

A rede de neurônios me colocou face a face com o fantasma do Ser. Metafísica? 

Ontologia? 

Ou simplesmente, Filosofia de Alucinação?

De repente, uma voz socratiana perquiriu: 

-Como assim?

-Filosofia de Alucinação?

-Não sei quem é você que entrou no monologo, mas seja bem-vindo, porém deixe-me desenvolver o mote, sem interrupções - respondi.

Voltando ao assunto, fiquei de frente aos monstros que se escondem em minha mente selvagem. Era hora de acertos. O balancete iria começar, deficit ou superavit? É uma questão de hermenêutica neste mundo pós-moderno onde "Tudo que é Sólido se desmancha no Ar" - já dizia Karl Marx.




A medievalidade emergiu em meio ao mundo virtual, ao mundo das aparências, ao mundo das ideias... 
O subcortex herdado dos répteis quis impor sua inquisição, seu auto-de-fé... 
As acusações eram muitas, por exemplo, acusava de atributos como drunk, como toxicômano, como lumpemproletário, como hacker... eram muitas acusações gravíssimas, não tinha como defender de tais libelos... 
Well, contudo não tinha o que temer neste mundo relativo, virtual, de fenômenos e para-fenômenos. Os valores são relativos e isto é absoluto...

Estou Salvo? 

Será que o purgatório havia chegado? 

Olhei para o meio do Rio de Heráclito e não enxerguei Cérbero com suas três cabeças e sua barca dos horrores. Fiquei na margem, não precisava ser coerente, pois nada é coerente no universo, a não ser o mundo categórico de Kant e sempre estive mais perto de Schopenhauer, de Nietzsche do que Kant e seus discípulos...



Os monstros iam se revezando, acusando com seus dedos pustulentos, em riste, direto ao meu rosto. 

Seriam Promotores do Hades ou Juízes com Sentenças inapeláveis? Bem, resolvi pegar a garrafa de vodka, meu advogado de defesa preferido. Já no primeiro gole senti que juntos poderíamos reverter o processo. Os tribunais seriam inundados de teses que inverteriam todos os valores humanos (Nietzsche) e como consequência todas as leis vigentes e Cartas Magnas. Imagina o que poderia fazer com vinte goles, com a Absolut toda, viraria um Deus e a Garrafa se tornaria o chefe dos Querubins. 

A Medida que a botelha se esvaziava mais teses de defesa brotavam torrencialmente do Epifenômeno, mais seguro ficava e já via a glória da absolvição, de todas as acusações, assunçar ao cerúleo e límpido altar dos heróis.




Carros começavam a se mover, os ônibus com suas descargas poluidoras rasgavam o asfalto e a aurora com seus dedo róseos, com sua poesia, era indiferente ao mundo dos homens. 
O tempo percorrido entre os libelos e o contraditório haviam sugado a noite de insonia, os monstros começaram abandonar o púlpito de acusação, o vasilhame de vodka estava esgotado, joguei-o no canto do quarto, junto com outros santos vazios acumulados. Finalmente, senti o gosto da vitória, os inimigos bateram em retiradas, os amigos foram repousar com as láureas da gloria. 
Well, agora era um Deus com letra maiúscula, nada podia me deter, apenas peguei alguns comprimidos e outra garrafa e fui passear na manhã gélida do sul que se iniciava...




All truth passes through three stages. 



First, it is ridiculed; Second, it is violently opposed. 



Third, it is accepted as being self-evident. 



Arthur Schopenhauer






MAXIKOAN


quarta-feira, 3 de julho de 2013

OPERATION #BigBrother >> TAG: hunting #anarchist




O metal frio contatou a derme morna, imobilizou o movimento dos braços de Malatesla, não sem antes ser agredido por socos e pontapés e uma coronhada na cabeça. O Estado e o Privado tinham atingido seu objetivo - O blogueiro contestador-radical que divulgava documentos do Wikileaks estava algemado e sendo conduzido para o cruel e opressor aparelho Governamental financiado pelo Capital Especulativo, pelas Corporações dos Grandes Grupos de Mídia que defendiam os Interesses do Poder Econômico.


O Prédio cinza funcional abrigava em suas entranhas, ou melhor no seu covil, os torturadores, a polícia política e uma infindável lista de opressores psicológicos e físicos. Ali os fundamentos da constituição não alcançavam, não vigiam, os gritos de dores dos presos eram abafados pelas ascéticas paredes exteriores e ignorados pela classe media que usufruía do conforto em sua vida pequena burguesa. Lá fora a Mídia Corporativa Tradicional estampava em seus veículos a democracia, o vigor econômico do País, a Freedom of Speech,  as reivindicações da Classe Média e a "Liberdade de Imprensa".  O mundo cor de rosa dos que se beneficiavam com a exploração da população de baixa renda, do trabalho escravo na China e nos rincões dos BRICS e mesmo nas periferias das metrópoles ocultava o terror das suas instituições secretas.


Malatesla foi fichado nos arquivos digitais, Politicamente, como Ideólogo dos Anarquistas e Vândalos. Era assim que a grande Mídia separava o joio do trigo. As manifestações que tomaram as ruas do país pela classe média, por busca de uma vida mais burguesa, era "manchada" por depredações no patrimônio público e privado e que segundo a direita e as corporações midiáticas os únicos responsáveis eram designados como Vândalos, Baderneiros ou Anarquistas.

A Via Crucis de Malatesla iria se iniciar...


A cabeça foi mergulhada no tanque com água e fezes humanas, os beleguins da tortura queriam respostas:
-Queremos toda a organização. Fale ou mergulhamos você até se afogar na merda, seu filho da puta.
-Eu  sou só um blogueiro e nunca incitei ninguém a violência.  Respondeu Malatesla.
-Abre a boca Filho da Puta, nos sabemos que você pertence a rede anarquista e publica documentos secretos para destabilizar o sistema...
Os pensamentos agonizantes do "Anarquista" tentavam traçar uma estrategia para dar alguma coisa para  os verdugos; mas como  seu único crime foi ter publicado no seu Blog documentos do Wikileaks que mostravam um Grupo de Mídia Corporativa fazendo conchavos com um partido de direita e com o embaixador americano - não possuía nada de concreto.  Malatesla Pensou que poderia dar alguns endereços e nomes falsos para pelo menos ter um alívio momentâneo, pois a dor já era insuportável - e sabe mais o que estes algozes são capazes se eu não disser nada:
-Vai Falar seu Anarquistinha de Merda.
-Por Favor; me dê um papel uma caneta que dou alguns endereços e nomes, mas deixe-me sozinho por algumas horas para que poça recobrar os sentidos, reorganizar minha memoria.
- Tá bom seu porra de anarquista, mas se você não nos der nada vamos acabar com você.

Malatesla no auge da juventude havia levado um xeque-mate, uma sinuca de bico; sabia que sua existência estava reduzida a um dia, dois dias no máximo. Não tinha nada a dar, a delatar - apenas ganharia algum tempo fornecendo informações falsas, porém consciente que quando  fosse desvendado  a sua cova seria coberta de terra  em algum cemitério clandestino. O Blogueiro pode fechar os olhos durante uma noite, mas acordando em intervalos frequentes, evocando todas as pancadas, o gosto de fezes, o fluxo da eletricidade que queimava seus órgãos internos que a Joint Venture do Estado com a Iniciativa Privada, uma espécia de PPP - Parceria Público Privada da Tortura - Infligia-lhe na Oculta Estrutura do Hades da Policia Política - DOI-CODI...


Não tinha amanhecido - os algozes abriram a cela e logo foram chutando o corpo esmaecido de Malatesla, estirado no concreto frio. Agarraram-lhe pelos braços e jogaram sua cabeça contra o concreto cru. O sangue jorrou pelo couro cabeludo até a face, escorreu por todo corpo, mas em meio a dor e aos gritos intimidadores dos verdugos, estava ciente do seu fim:
-Seu Aprendiz de Assange você vai para o inferno...
-Vamos te estrebuchar e  jogar no mar do Uruguai para os tubarões. E mesmo que chegue algum resto do seu corpo a costa do país vizinho, não será encontrada nenhuma informação que possa levar a  sua identidade, ficará desaparecido Ad Eternum...



Malatesla pagou o preço de acreditar no que está escrito nas Constituições, na propalada Liberdade de Expressão, nas  tão badaladas Liberdades Individuais que as Democracias Ocidentais ostentam como o Fulcro da Civilização; mas nas masmorras dos carrascos do Poder Econômico sentiu na carne a hipocrisia do Sistema iniciado com os Gregos e desabrochado com os Americanos e Europeus a todos que ousam contestar algum um interesse escuso do Status Quo.




    SNOWDEN - MANNING - ASSANGE
JEREMY HAMMOND - AARON SWARTZ - MARIELLE FRANCO - LULA PRESO POLÍTICO






domingo, 2 de junho de 2013

Maxikoan - Cosmic abyss




A primeira vez que pensei em combinar as palavras que constituem o Título deste Maxikoan¹ foi um dia depois, em plena ressaca, depois de beber duas garrafas de vodka. Os pensamentos que habitam minha mente selvagem se aprofundaram depois que li o Filosofo Alexius Meinong. Bertrand Russel de início se encantou com os filosofemas de Meinong, mas depois de uma análise mais profunda as rejeitou. Meinong pensava que tudo que se passa na rede neuronial (pensamentos) deve existir em algum lugar do Universo. Bertrand, um lógico inglês, desprezou as implicações coerentes de Meinong e deixou seu pragmatismo Anglo-saxão predominar.


Voltando ao Epígrafe:  Abismo Cósmico é a situação que os meus pensamentos livres e desencardidos de antropomorfismo baratos e piegas - se lançam em busca de uma suposta "Verdade". Parménides de Eléia, um filosofo Pré-Socrático, traduzia a "Verdade" pelo conceito certeza. Tanto foi assim, que valorizava a ponto de chegar a oferecer todos os tesouros do mundo em troca de uma tábua que o salvasse do oceano das incertezas no qual se debatia. Com efeito, o conceito "verdade" percorreu longo caminho no pensamento da humanidade. A "verdade" foi o mito, foi a religião, foi a metafísica, foi a linguagem e "pós-modernamente" é a relatividade do observador, embora a maioria dos cientistas perturbados pela fuga do foco no objeto (como Karl Popper demonstrou), e, coetaneamente, iniciamos mais uma busca atravessando o rio de Heráclito, onde tudo flui: - PANTA REI...

Foi num dia de indisposição alcoólica que veio a cabeça este Maxikoan - o qual titulei Abismo Cósmico; Ecoava, reecoava dentro do meu cérebro como trovões de uma tempestade tropical em pleno Caribe. Como já escrevi - estava de porre - olhando a movimentação das moléculas da superfície de um copo de água. Foi neste momento, que tive um insight, assim - como Frijot Capra olhando as ondas do mar. A intuição alcoólica levou minha imaginação a percorrer o cosmos, a penetrar em singularidades de buracos negros, penetrar em universos paralelos por meio de buracos de minhoca, a viajar pelo universo a velocidade da luz em cima de um Fóton. Este exercício imaginativo resultou em uma pedagogia que resolvi conceituar como Maxikoan.



O Maxikoan intitulado > Abismo Cósmico rejeita qualquer dogma ou axioma, mas trabalha com métodos de qualquer natureza, porém, apesar de fluir sua ação dentro desta ferramenta e partir de princípios e axiomas, contudo não os consideram como pétreos, ou seja, a partida do método é somente aonde os pés dos Maxikoans se apoiam para logo depois descartá-los se for o caso. Nada é determinado, a não ser o próprio homem e o resto do universo. A contradição é o motor, o coração para o desenvolvimento do Maxikoan, pois tanto é possível pegar elementos de Parménides como de Heráclito (a imobilidade e a Fluidez, respectivamente) e esta é essência do nosso método-pedagógico. O informe é trabalhado, talhado com o objetivo de torná-lo acúleo - para penetrar no circuito neuronial e na cinética caótica - para que  brote uma nova "verdade", sempre provisoria, desafiadora de todos os dogmas e princípios, móvel e escorregadia. 



O que os cientistas temem é o aprofundamento filosófico da ciência, por um simples motivo: A principal ferramenta utilizada por eles é a Matemática que tem na essência as relações, a relatividade. Embora saibam, inconscientemente, que o foco do objeto está diluído no observador, na subjetividade -  tampam os olhos para esta irremediável incerteza, fluidez da "verdade", da objetividade, da ciência. Nietzsche em um dos seus aforismo foi contundente: "- Não Existem Fatos, apenas interpretações" ....



O Maxikoan Tem esta fluidez, a eterna "verdade" provisória,o rio de Heráclito que nunca  mais vai ser o mesmo; a imobilidade de Parmenides em junção com as aporias de Zenão de Eléia (O Quelônio vencerá a Corrida?), que congelarão a superfície do Rio, mas que não impedirão a fluidez das águas profundas. O Maxikoan titulado Abismo Cósmico é união do deus dançante de Nietzsche com o deus imanente de Espinosa; é dialéctica levada as últimas consequências no movimento da palingenia, no mito de Tântalo - tentando romper a circularidade, a pré-determinação da natureza, mas sem ilusão que um dia a humanidade venha conseguir este intento....

Horácio, Odes:²
Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero.
 
  

Notas:

(¹) - Maxikoan : Clique aqui:   http://multiplasverdades.blogspot.com.br/
http://razzendressss.blogspot.com.br/

 






segunda-feira, 15 de abril de 2013

Not Invite Me To Dance. I Am Not Human ...




Sou um sub-sistema de um sistema maior chamado universo. Desconheço qualquer antropomorfismo. Sou apenas influenciado pelas quatro forças que regem o universo, inclusive pelas forças da matéria escura. Sou constituído pelos elementos que compõe o que os humanos chamam de Tabela Periódica e alguns elementos que a ciência no estágio atual não está preparada para entender.




Por meio do acaso vivo no espaço-tempo que atualmente os humanos chamam de Planeta Terra. Não entrarei em cálculos complexos pois não serei entendido. Vou me deter na linguagem coloquial que os humanos se comunicam. Como qualquer sistema tendo para o fim. Quem perceber meu sub-sistema no espaço-tempo   induzirá que sou um homem comum, mas como já expliquei, sou apenas um sub-sistema do sistema universo. Vou colocar minha energia funcional para descrever e esclarecer o que é o antropomorfismo e explicá-lo na forma que acho ideal para o homem, conforme abaixo:



a) Só podemos  considerar racional o homem que admitir que a irracionalidade (quatro forças do universo) é quem dirige o que chamamos de consciência (rede de neurônios) e o complexo biológico chamado corpo humano.


b) O tempo de existência ideal para o habitante do planeta terra é o que chamo de Idade Nitzschiniana - ou simplesmente: Nitzschio - que compreende o período de 56 anos terráqueos (Unidade de Tempo Ideal de Existência Humana). Existir além deste lapso de tempo é um erro, pois o homem perde  toda a sua força de atualização e revolução, tornando-se um inútil para si mesmo.


c) Todo ser humano esconde a ideia inata denominada o filho bastardo de Descartes, que se localiza em uma área do encéfalo que a ciência e a tecnologia atual não são capazes de detectar. Esta área é responsável pela única verdade que o homem pode conhecer e se resume na seguinte frase:
 PENSO, LOGO DESISTO...
Análise:


I) Se Descartes tivesse tomado a consciência desta ideia inata - a humanidade já teria se extinguido. O seu método seria a incerteza de existir e a inutilidade de querer mudar a realidade (atualizando: os Fenômenos), pois ela é imutável em seu movimento e não depende de um deus superior e sim do deus imanente de Espinosa (natureza). Enfim, o Budismo tem razão: - Estamos só enquanto humanos.


II) Os Homens e seus pensamentos e atos são determinados pelo movimento do universo e a única liberdade possível é a consciência do fato que somos pré-determinados pelas quatro forças e as matérias do universo (visível e a escura).




III) Ciência, religião, filosofia e todas as demostrações de antropomorfismos não passam de auto-ajuda de modo inconsciente, para suportar a existência autêntica de Heidegger, ou seja, a consciência do fim inevitável do sub-sistema  chamado homem e sua integração sem consciência ao sistema maior. Sendo os antropomorfismos apenas técnicas de manter oculto, inconsciente a ideia Inata do Filho Bastardo de Descartes que quando revelada, conscientemente, levaria o homem e a humanidade ao fim no espaço curvo de Einstein. 




ANEXO:

 (Este documento foi encontrado em Paris no ano de 1789, escrito por um filho de Descartes não reconhecido oficialmente. Um exame cronológico dá como provável o ano de 1650 para sua confecção, data em que René Descartes morria nos braços da estóica Rainha Cristina da Suécia).


O FILHO BASTARDO DE DESCARTES

(Cartase)

Penso, Logo Desisto...

A garrafa de vinho ainda está na minha frente, apesar de vazia...

Minhas pernas estão cambaleantes... sentiram a densidade do álcool,

A corrente sanguínea deve ter seu método para me deixar tão irracional...

Sou um corcunda imaculado, celibatário pela aparência de quasímodo,

Sou um insone que vivo nas gélidas bulevares de paris..

Estou muito perto da morte...

Minha alma é mortal, não acredito em eternidade...

Não posso dizer que sou ateu, pois corro perigo de ser queimado ou cozido em caldeirão de vinho..

Enfim... 

Penso, logo Desisto...





Epitáfio de Autor Desconhecido Escrito Numa Lápide Nas Brumas da Inglaterra:
   Humanos orgulhai-vos por eu pertencer a vossa raça...