quarta-feira, 29 de julho de 2015

Vincent Van Gogh - O Tímpano da Loucura | Ácido Acetissilico e Penicilina para Van Gogh



O Tímpano da Loucura



Uma Aspirina Para Van Gogh...

Os Girassóis e a Tela em Óleo...

Os Pixels nas Telas Digitais-Planas...

As Brasas Vermelhas do Fogo...

Verdes Pasteis & Árvores Gálicas...

O Vinho Carnil na Mesa Rústica:

A Natureza Morta

A Revolta Viva

A Orelha decepada





A Natureza Selvagem...

O Absinto e a Távola...

Moinhos & Tamancos...

O Mergulho na profundidade da Alma Perdida...

Sua Casa É o Louvre,

Como o Ouvires Prefere o Amarelo:

Solidão & Depressão...

Vertigens & Prostitutas...

Convivem com Belos Trigais.




Lá Vão Eles Abraçados e Grogues:

Gauguin e Van Gogh...

O Lume das Estrelas...

Aves Negras & Insanas Povoam o Cérebro...

A Força da Natureza...

O Instinto do Lobo Selvagem...



VINCENT VAN GOGH

Se Tua Dor Encefálica Ainda Não Passou:

Ácido Acetissilico e Penicilina...  

Uma Prótese Psicológica... 

Uma Orelha de Silicone...  

Uma Prostituta Profissional ... 

Em Último Caso...

Uma Arma Quente...

terça-feira, 21 de julho de 2015

A arte pela estética ou o corpo sacrificado em nome da arte.





A arte pela estética ou o corpo sacrificado em nome da arte.



Bilhões de células por dias se desmancham em busca da sublimação. O corpo só tem função quando é sacrificado em nome de alguma faculdade intelectual. A poesia sem a desmantelação da composição humana não tem profundidade, não revela o essencial do ser. Heidegger, com todos seus erros, acreditava que o ser autentico estava vinculado a terra, aos filósofos-materialistas - os pré-socráticos. O ser caminha para a morte. A arte caminha para a eternidade. A eternidade é o resultado do intelecto obtido pelo caminho finito entre a alvorada da existência e o crepúsculo das vivências, mas um tao em que a terra decompõe a organicidade que gera o fenômeno do fenômeno. Os italianos vivem a ilusão da estética sem sujar as mãos. Os alemães sujam o corpo para produzirem um idealismo de opressão. Os franceses perfumam o ser e geram uma metafísica nervosa e contraditória. É preciso ser sujo, embriagado, enlamado nos escaninhos da existência para fabricar a arte, a poesia, a literatura e outras mercadorias geradas no córtex. A configuração da estética é a superfície, a rima. A essência é o que está por baixo do tapete. A putrefação da existência é o estrume onde os vermes se movimentam, se alimentam, mas também o substrato para as mais belas rosas, o ritmo primitivo de Dionísio. Os espinhos estão nas coroas que rasgam a carne do ungido, esperando a outra face para impor cicatrizes e ferimentos. As lâminas das adagas assassinas impressionam a memória humana, escrevem na imortalidade dos papiros etéreos. A arte está distante das regras, da razão. A irracionalidade de uma libação infinita é porta da morada poética. A tragedia sustentou a arte grega. A maiêutica socrática degenerou o teatro, a poesia e a filosofia. A razão e a lógica destruíram o panorama poético na idade média e moderna. O renascimento foi barrado por Lutero, Descartes e outros ascéticos-moralistas. Restou a arte pela arte que levou Giordano Bruno a fogueira, Galileu a prisão e a censura. Nietzsche martelou o racionalismo de Hegel, dando poder aos simulacros acorrentados por Platão. A arte essencial é impudica, está longe das técnicas pré-concebidas. A arte respira nas sarjetas sujas e gordurosas, nos licorosos vinhos ordinários da América. A arte pela arte esconde a realidade, maquila o ser autentico, aliena o bípede implume...




quarta-feira, 15 de julho de 2015

Maxikoan - "I have nothing to offer anyone except my own confusion" - Kerouac





De Hormônios, Succubus & Nirvana




A sólida água turquesa deslizava na solidão dos pensamentos absortos no que chamamos simplesmente vida... O álcool, eterno companheiro de viagens diversas, ajudava a levar o corpo incorpóreo aos mares de calmarias e tempestades do índico milenar e sagrado. A morte vagava ao redor como um elasmobrânquio na sua inocência cruel. A esperança consome o tempo útil de absorção na mais terrível hermitage erguida, que contamina a eletricidade que rasga o córtex. O Universo  agora dialoga com a tabela periódica do corpo sacro, da ciência, das células que dão vida, consomem e deletam, mas sem tirar ou acrescentar nada ao universo, apesar do movimento visceral.  Os temporais severos deslocam o devaneio que singra por oceanos de ilusão no pensamento selvagem, que afasta as relações humanas. Sinto a tenebrosa rejeição humana fundamentada em seus deuses de moedas.  O ser humano, uma invenção metafísica preenchida pelo consumo da alienação, presumido na vontade concreta dos objetos, projeta o inexistente deus como o fiador de suas propriedades, de seu ódio ao semelhante e ao planeta e para sua sociedade de classes e escravismo. O ramerrão segue nas artérias imponentes e burguesas. O sangue espalhado pelo aço e concreto se espraia  nos miasmas modernos das ovelhas humildes e submissas. O manto maldito cobrindo o corpo solitário, manchado com o pseudo vinho tokay/tupiniquim, vela as estratégias de um plano irracional de destruição.  A atmosfera soturna estimula os hormônios-succubus, levando ao esgotamento das energias que brotam nas vivencias prazerosas. O pesadelo se insinua eterno no fugaz pulsar dos sólidos que se desmancham no ar.  Os poros expelem fluidos tóxicos proibidos pelas falsas leis humanas. A desesperança é a base para resistir as investidas da massiva impregnação dos objetos da aldeia global policial. O nada comporta e acalma todas as incertezas que infestam a realidade-ilusão do formigueiro humano. O nada do fluido azulado em que destroços oportunizam uma equidistância do nirvana, da índia mistica com todas as contradições, onde o que parece ser nem sempre é....




quinta-feira, 2 de julho de 2015

Teoria, Ménage à Trois, Evolução, Sex Pistols, Je T'Aime & God Save The Queen...


Teoria, Ménage à Trois & Evolução...


Quando ouvi a palavra diletantismo pela primeira vez, estava explanando sobre o início do universo - O Big-Bang. O ambiente era um bar na parte central da cidade. A palavra me incomodou. Antoine um professor francês da universidade estatal - estava extremamente bêbado. Pronunciou a palavra para me incomodar:

- Não entendo nada do que você fala, mas o ouço por diletantismo. 

Não esperei sua expectativa. Ao me ver perturbado e interferir na exposição sobre o Big-Bang. Passei o braço por cima da mesa como um rodo num chão lambuzado. Garrafas de cervejas, copos de whisky, acepipes e celulares voaram para as lajotas pretas. Os outros que ocupavam a mesa assustados, levantaram e se afastaram. A minha irracionalidade extrema conflitava com a exposição lógica-matemática. Consegui deter minha noite de fúria com alguns goles extremos de cerveja. Os ouvintes, apesar do controle, foram se despedindo, deixando-me solitário na mesa reabastecida. Era um exercito de bebidas alcoólicas que tinha que bater.



Os funcionários do estabelecimento começaram o movimento que antecede o fechar das portas. O gerente dirigia um olhar de estamos fechando. Tomei duas doses de whisky e joguei meu cartão de crédito em direção do caixa. A funcionária abaixou-se para pegá-lo. Debitou o valor do consumo e devolveu o quadradinho plástico num porta-documentos de prata. Antes de sair pedi que colocassem umas cinco doses de Grant's em um copo de plástico. Os pés começaram a vencer o passeio na noite citadina. Uma parede roxa com letreiros vermelhos e um amontoado de pessoas na frente exerceram um poder de gravidade. Era um imã puxando uma agulha. No pensar alcoólico-racional vieram muitas justificações para continuar a noite. O PUB temático fazia uma homenagem ao filme Laranja Mecânica. Dentro do estabelecimento uma jibóia enrolada no pescoço de uma mulher ébano. O garção atendeu minha disposição alcoólica tantálica, da vontade do eterno retorno etílico. Entre goles de tequila e copos de absinto fiquei encantado pela morena e sua boa constrictor.



Logo, me senti enturmado no ambiente. Um "inferno" e todas as suas benesses. A garota da jiboia possuía uma cintura esplêndida que me cativou. Sua cintura equivaleria ao nariz de Cleópatra - Um fetiche. Entre doses e olhares fiquei obcecado. O olhar foi interrompido quando um habitue do bar me abordou. Na realidade, queria vender algum tipo de droga. Comprei algumas doses, fui ao banheiro sujo que misturava cheiro de naftalina com urina. Coloquei algumas carreiras encima da tampa da privada e inspirei o pó andino. Retornei ao centro dos acontecimentos no PUB. Ouvia-se os grunhidos de Johnny Rotten e uivos desafinados dos seus comparsas. Sentei junto a mesa e logo consegui avistar novamente a garota da cintura esplêndida. O vapozeiro sentou do meu lado e perguntou o que eu tinha achado do seu produto:

- Nice... Ótimo...

Ele notou meu interesse pela garota, pois olhar era fixo em direção a ela:

- Não me leve mau, mas se você quiser posso chamar a garota para vir sentar aqui.

Comecei um dialogo etílico-tóxico com Myrna. Era assim que a cinturinha esplêndida se chamava. Começamos a virar copos. Seu olhar indicava carta branca para avançarmos de fase, mas antes de sair do PUB, tive que comprar mais neve do vapozeiro.



Caminhávamos pela longa avenida central alternando doses de whiskys e inspirações de flocos de neve e com a jibóia enrolada no dorso de Myrna. Chegamos a uma escadaria paralela a um antigo viaduto decadente. Já passava da 1:00 hora da madruga. Myrna queria fazer sexo na parte mais alta da escadaria. Queria fazer sexo com a boa constrictor. A condição etílica-toxicológica da minha mente não colocou empecilhos. Chegamos ao ápice da escadaria. Começamos o ménage à trois. Nus a uma temperatura de 6º C na solitária madrugada ventosa. Preenchemos o vazio da cidade com nossos corpos sem controle, com nossos pensamentos e desejos libidinosos. Era essa nossa contribuição para a evolução da humanidade, do planeta sustentável, para a integração do homem e o animal. Depois de 13 bilhões de anos, desde o Big-Bang, era essa minha contribuição. As teorias, os cálculos e milhares de horas e leituras me pareciam insignificantes diante a experiência inusitada. Pensei seriamente em jogar o corpo no vão de 30 metros de altura, mas a língua morna e rosada de Myrna e seu sexy-appeal salvaram a mediocridade de minha vida de cientista, de teórico; sob o auge de um entusiasmo dionísico, prometi para M. e sua jibóia que constituiríamos uma família inexpugnável...


 


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Διώνυσος - John Nash, Nietzsche & Fuga Ensimesmo - Amor Fati




John Nash, Nietzsche & Fuga Ensimesmo  Amor Fati




John Nash um matemático, que apesar da sua genialidade, não ganhou o prêmio nobel, pois profissionais de matemática estão impedidos de receber a distinção por motivo passional.

- Passional?

- Sim, Passional. Porque um matemático chamado Mittag-Leffler teve um caso amoroso com a esposa de Alfred Nobel e este, por vingança, não destinou seu prêmio a ciência Matemática. 



Jonh sofria de esquizofrenia. Conforme os estudos psiquiátricos existe uma lógica perfeita dentro do delírio na maioria das pessoas que são afetadas por esta "doença", só que esta lógica não corresponde a realidade. Parece não ser o caso de Nash, pois sua lógica matemática, oriunda de sua paranóia, serviu para resolver, explicar muitos problemas reais, que foram reconhecidos pela nata da ciência mundial. Um dos pesadelos que que afligiam Jonh Nash, eram seres virtuais, espectros do passado, como agentes da CIA e FBI, que o inquiriam diariamente. O córtex do matemático, cansado das perseguições elaborou um artificio para acabar com a loucura. Simplesmente resolveu não responder aos agentes secretos que o perseguiam e o inquiriam. Só responderia aos seres que seus sentidos percebessem, ou seja, homens de carne e osso.




Nietzsche iludido pelo entusiasmo dionísico, pela embriagues do filho de Zagreu, pela adoração ao Olimpo, morada dos deuses que aprovavam todos os atos que emanassem do apetite humano, usou a ferramenta de Thor para acabar com a metafísica de Hegel. O filosofo de Rockem destruiu toda a racionalidade do século XIX a marteladas. Com isso, corrói toda moral-metafísica. A consequência esperada era que o homem se livraria das amarras de dominação do invisível Dever Ser de Kant e mergulharia nos grilhões do destino e sua aceitação. O Amor Fati de Nietzsche é a consagração da vida, da matéria, das forças que movem o universo, sem lamuria, sem o vale de lagrimas cristão e sem a ilusão de que o homem tem a liberdade de construir o porvir. O mundo é contraditório, precisamos do nada para imaginar o tudo.



A racionalidade fragmentada cobrou seu preço. A paixão primitiva por uma mulher desmanchou o sonho -  que o homem deve aceitar o destino, por mais cruel que seja. Salomé desconstruiu a filosofia nietzschiana. A tragedia da rejeição fez o filólogo elaborar uma metafísica da loucura, do intangível sofrer misturado com a tragédia dos pré-socráticos. Nietzsche pós-decepção amorosa, assinava suas cartas com nomes como de Jesus Cristo, Dionísio, Bismarck. O destino seria pior. O Eterno Retorno condenava o filosofo ao mito de tântalo.... A psicologia trágica aditivada a rejeição amorosa - acelerou a deterioração de sua mente, pelo menos para os que cercavam, pois a configuração de seus neurônios tinha se tornado inacessível. Apoplético, solitário e ensimesmado no ninho de penas materno e bulido pelas escamas de sua irmã - o ovo da serpente - Nietzsche passou os últimos dez anos de sua vida. 




A moral, a ética e a religião afirmam, a maioria dos pensadores, ser um santo remédio para o coletivo, mas um terrível veneno para a existência individual. Quando estas nos seus primórdios serviam a comunidade, sem propriedade, era uma equação que satisfazia todos os elementos. Ao levantar o primeiro muro, ao estocar alimentos com intuito de troca, de escambo, o homem bom de Rousseau deu lugar ao lobo do homem de Hobbes. De agora em diante o deus, o juiz e o sacerdote controlariam o homem comum, o sujeito as leis de deus, dos homens. O estado repressor ampararia os donos da verdade, ou seja, o poder econômico. Reuniria os micros poderes de Foucault, as leis humanas e as leis divinas para julgar e punir. A vigilância de deus não é mais necessária, pois vivemos tempos de Orwell, de NSA, de vigilância digital. Talvez, a única saída seja ensimesmar, como fizeram John Nash em sua esquizofrenia ou como Nietzsche na sua decepção amorosa amparada pela tragédia grega...





quarta-feira, 3 de junho de 2015

IDUS MARTIAE - O Homem Perdido na Imprecisão do Espaço-Tempo...






IDUS MARTIAE

O Homem Perdido na Imprecisão do Espaço-Tempo...




A sibilina enuncia as terríveis palavras que selaram o destino de César:

- Idus Martiae, Idus Martiae...

Um homem caminha pela álea de carvalhos, meditando sobre a profecia: "Quem será o novo Brutus?". A lua cheia ilumina seu caminho, a maquinação de sua mente se estende pelo quase infinito ecoar do anunciado. Um segundo enunciado reverbera entre as moradas das ninfas:

- O sangue se esparramará sobre a terra insana, desvirginada. O bem e o mal se unirão nas mãos do implacável destino. A serpente e o cordeiro serão um só ser... 

O homem sente uma pressão torácica. Uma taquicardia compromete sua reflexão. Seus pés perdem os movimentos e se fixam nos calhaus da álea.  As pupilas se dilatam sob o efeito das ondas lunares que transpassam a atmosfera diáfana e gélida. Um vapor sulfúrico, emanado dos mistérios inacessíveis ao natural, confunde o processo cerebral.  Uma ingente massa de epifenômeno derivativo se expande na imaginação: "Preciso de qualidades, silenos, números para salvar a proporção, algoritmos para apagar os fantasmas, as sombras que habitam a particularidade do meu ser afetado pela dialética divina".


Os dedos róseos da aurora anunciam o amanhecer. O homem extenuado do caminhar avista uma taberna. Um líquido carnil na taça translúcida lhe é oferecido pelo esotérico florestal. O esplendor do rubiáceo  atrai seus lábios que beijam com prazer o copo refinado, preenchido com o liquor de Dionísio. O corpo cansado vai sendo narcotizado ocidentalmente. Aos poucos vai sentindo o abraço da razão. A massa informe se dissipa com a chegada da carruagem de Hélio, que inunda de ondas douradas a álea e a floresta. Um pensamento cartesiano invade o peregrino herege: "Estou convencido que os sentidos nos iludem ao captar as impressões do exterior".



Nem todos caminhos levam a roma. O homem, restaurado pelo vinho e pensamento, empoeira seus mocassins. Não existe transcendência. Os idos de março chegarão com as contradições do bem e do mal, da carne e do espirito. A lâmina do inevitável fara jorrar o sangue necessário, ignorando os valores humanos. Os deuses do universo precisam do movimento, da morte, do nascer e da ignorância eterna para oferecer a fátua felicidade terrena...






domingo, 31 de maio de 2015

Superando Althusser





Superando Althusser 








Houve uma época em que andávamos com livros de Althusser embaixo do braço. Isto após o Ideólogo Marxista matar por estrangulamento sua esposa; ou por acidente, ou por premeditação. O certo é que Hélène Rytmann, uma revolucionária judaica nascida na lituânia, morreu nas mãos de um homem que teve sua saúde mental e psicológica abalada ao longo de sua existência. Apesar de nossa pouca idade e tempos nebulosos, vivíamos mastigando livros de Karl Marx ou seus derivativos como Althusser, às vezes comprávamos, às vezes surrupiávamos das prateleiras de livrarias burguesas. Acreditávamos que o socialismo científico seria a redenção para a humanidade, a salvação da lavoura, a remição do lavor urbano. Entre reuniões e movimentos revolucionários, nossos feromônios fervilhavam, espocavam tornando nossos corpos elétricos e rebeldes. A ideologia, o livro vermelho de Mao Tsé-Tung, a crítica e autocrítica e a disciplina rigorosa nos impedia a transição da política revolucionária para o sexo e o rock and roll, que nossa química corporal exigia.







O materialismo é o que importa. A religião é o opio do povo. Não pudemos sustentar por muito tempo estes bordões. Logo migramos para livros de Castaneda e planejávamos viagens em direção ao deserto de Sonora, para Machu Pichu e seus mistérios. Queríamos provar os verdadeiros ópios. Mastigar folha de coca e experimentar mescalina; ouvir as flautas mágicas andinas e conversar com os bruxos de Dom Juan. Foi uma transição em que por muito tempo tateamos na escuridão da indefinição. O existencialismo de Heidegger e Sartre chegaram por meio da biblioteca pública, apesar de varias vezes sermos aconselhados, por obesas bibliotecárias, a arranjar outra ocupação e deixar o espaço livre para quem realmente precisava estudar. Não entendiamos muito bem a liberdade que Sartre pregava. Contudo, chegou em nossas mãos o script de uma peça de teatro do existencialista francês. O personagem, chamado Tom, passava o dia tocando saxofone no sótão, esvaziando garrafas de whisky do Alabama. Jazz e whisky - isto nos servia. A cada acorde ganhávamos existência, a cada dose de álcool perdíamos nossa memória materialista e afetávamos o figado...










quarta-feira, 20 de maio de 2015

As bananas desnudas no prato de louça branca portuguesa e os ratos invisíveis...






As bananas desnudas no prato de louça branca portuguesa e os ratos invisíveis...








As bananas desnudas no prato de louça branca portuguesa e os ratos invisíveis...  As pacobas nuas na louça branca, colonial, lusa, bacharelesca   servem aos macacos tupiniquins suas refeições espirituais & corporais. As necessidades humanas, dos símios brasilis,  apesar de sagrados em algum lugar da asia (GOA?) são dignas das narrativas sacerdotais relatadas por Nietzsche. Os ratos diáfanos podem agir a meia-luz na redundância de um abajour francês. Os roedores pestilentos aprenderam com o homem. Não tem escrúpulos, apenas desejos sujos para saciar a fome e uma infinidade de doenças....
Os pratos com pacovas desnudas também servem para o desejum humano, após um longo período de abstinência alimentar. O local ideal é um banheiro sacro, num mês em que os deuses dancem sobre as brancas nuvens que cobrem o oceano índico, em uma atmosfera sem sentido, sem humanidade...





Os Mus Musculus transparentes desejam salvar a humanidade. Vamos deixa-los a vontade. O movimento ratos para salvar o planeta e o mamífero humano, são como as ONGs e OCIPs, não tem fins "lucrativos", nem "ideologia". A principal ação a ser desenvolvida é construir bilhões de moradias, feitas com queijos suíços sem lutas de classes e discriminação.  Os furos da iguaria dos helvéticos abrigará a população de roedores, com um único objetivo: proteger as propriedades do bípede implume racional. Não possuem nem um outro interesse, senão permanecerem invisíveis e admirarem as pacobas no prato de louça branca lusa, enquanto a massa humana assiste nas telas planas digitais -  que jogam milhões de alienações por 1 nanosegundo-luz...   





O grande senhor burguês-político do alto de sua grimpa-reação berrava. Com o prato de louça portuguesa alva vazio de bananas desnudas:

- Viva Hobbes e seu Leviatã. Precisamos de um poder absoluto para conter a caterva proletária e os parias da sociedade... Abaixo a vontade geral do proxeneta Rousseau. Seu contrato social é a volta a selvageria... Podemos ceder algumas pacobas desnudas aos ratos invisíveis e aos lumpemproletários, porém as louças de porcelanas lusas já é demais....







sexta-feira, 15 de maio de 2015

Pseudo-Poema A Todos Bebâdos da América




 Pseudo-Poema A Todos Bebados da América










O figado se arrasta pelos bares da cidade


Garrafas se esvaziam automaticamente no rastro


A existência depende do copo, da botelha e do álcool


A felicidade é proporcional ao nível de alcoolemia

Os bares da América nos recebem com orgulho

Para a tristeza de nossas mães...







Navegamos por rios de vômitos 
Oceanos de loucuras

O vento nos move em direção ao iceberg 

Somos funâmbulos sobre o fio da navalha 




Um deus pagão nos protege sob o sol de Hemingway

Em nossa sina perdemos a razão...

Nossa batalha é diária

Whisky, vodka, vinho não importa

Somos nossos próprios inimigos

Nas trincheiras de Bukowski 




Não temos heróis nem ídolos

Somos iconoclastas que derrubam garrafas

 Atores do teatro do absurdo

Personagens sem Script...









quarta-feira, 6 de maio de 2015

Sou uma Tribo de Personalidades ou Servum Pecus Imitatōrum & Cruzicicuta....





CRUZ & CICUTA





Sempre foi um cara estranho. Não bebia álcool, porém era um contumaz consumidor de drágeas diversas. Não era hipocondríaco, apenas queria experiências que alterassem seu estado de consciência. Nos tempos de sobriedade consumia lógica e matemática nos livros e no youtube. Nas loucuras de seus paraísos artificias corrompia toda a racionalidade. Uma mistura explosiva de psiques opostas. Batalhas intermináveis dentro do córtex. Os refugiados, vitimas das ciências exatas, ganhavam corpo e protagonismo - como as cópias imperfeitas de Platão na filosofia Deleuziana. Britlavik Shaoni vivia neste ramerrão, na dicotomia do mundo imaculado da razão contra a imperfeição dos sentidos. Quando estava com o corpo dominado pelos seres subterrâneos, costumava escrevinhar alucinadamente no fluxo da consciência primitiva, na fluidez dos vômitos inconscientes. Costumava dizer, quando questionado sobre sua instabilidade:

- Sou uma tribo de personalidades....





B. Shaoni registrava sua logorreia infindável no seu desktop. Arquivos se multiplicavam. Blogs em profusão. As teclas apresentavam desgastes causado por falanges elétricas, rápidas. Os textos eram reflexos de forças que disputavam posições no córtex. Rastros de filosofia, hormônios e efeitos colaterais preenchiam o editor de texto. Uma amostra de sua inefável literatura.



CRUZ & CICUTA

O discurso de Sócrates servirá para qualquer época. Será sempre atual. A liberação do corpo para atingirmos a verdade é a recompensa diante o sofrimento. A existência terrestre não é completa para dar sentido à vida. O bípede implume racional necessita da transcendência para evitar o suicídio - atingir a verdade é o antídoto. O cristianismo propõe o éden para substituir a cruz terráquea, que castiga e produz a culpa. Assim, a filosofia e o cristianismo apostam na transcendência para manter o Servum pecus imitatōrum dependente do sacerdote e da ideologia do poder. Está Implícito/explicito nos teores das escrituras humanas, diretamente ou nas entrelinhas, um proselitismo com o fim de tornar dócil e dependente as ovelhas que se submetem ao redil ideo/teológico.  Absorvendo o sofrimento e a ética do poder teremos como prêmio o paraíso da verdade ou a luz eterna dos olhos da Beatriz de Dante Alighieri....







quinta-feira, 16 de abril de 2015

Maxikoan - Acidez Cética Ou O Corpo Que Fala | O sol do meio-dia não faz sombra...


O sol do meio-dia não faz sombra

Acidez Cética




A acidez cética que persegue minha existência foi desenvolvida de acordo com o pensar. O figado todo dia vomita a ressaca anterior. A saliva tem dificuldade em hidratar a entrada do aparelho estomacal. O anus expele o bolo alimentar insalubre do dia anterior. Todos sabemos que o pensamento, como afirmou Locke, vai se moldando na tabula rasa cerebral de acordo com os sentidos. Somos resultado do empirismo, não existe outra possibilidade. O livre-arbítrio é a forma que a teologia e o liberalismo encontram para condenar o homem por suas ações. A religião condiciona seus cordeiros ao pecado original - para que nas suas consciências carreguem o peso da culpa. O rebanho servil se apascenta, mas agora também precisa aliviar sua alma, acreditar que seu livre-arbítrio não lhe garantirá o paraíso - necessita uma moral de gado. O liberal precisa da liberdade às ações, ou seja, acumular riquezas e garantir sua segurança pelo estado "mínimo". O homem é livre para enriquecer e se sentir seguro na  propriedade, assim pensa os adeptos da ideologia do liberalismo . O sacerdote precisa da culpa e da liberdade para que o rebanho possa seguir o caminho da salvação. O liberal precisa do livre-arbítrio para explicar que seu status quo é fruto do seu trabalho, do seu esforço, enquanto os desfavorecidos da sociedade não quiseram aproveitar as "oportunidades".




A digressão na segunda parte do primeiro paragrafo é o resultado do epifenômeno sobre a primeira parte. O epifenômeno é o pensamento, ou seja, o fenômeno do fenômeno, o reflexo dos sentidos na caixa craniana. Poderia dizer que é a hermenêutica da acidez cética, que é o eco das bebedeiras e pajelanças toxicas que compõe o ramerrão que me consome. O amanhecer é tétrico, o corolário dos excessos. No córtex uma narrativa do absurdo sem fim percorre eletricamente de neurônio a neurônio, de axônio a axônio. O que penso agora é imaculado das origens que resultou no pensar de agora. É como o ouroboros e o eterno retorno de Nietzsche. O pensamento sai do epifenômeno fazendo sentido inverso, volta para o fenômeno e no circulo sem fim volta ao córtex sem indícios de sua origem...  






quinta-feira, 9 de abril de 2015

Niilismo Para Consumo Ou O Nada Elevado Ao Quadrado....




Niilismo Para Consumo 

Ou 

O Nada Elevado Ao Quadrado....







Na posse de uma botelha de vinho húngaro, uma garrafa de guaraná e gelo a vontade, iniciei o ritual de sacrifício-etílico-escrevinhador. Tomorrow, certamente, não levantarei antes do meio-dia, como fazia o metódico Renan Descartes. Já posso sentir a corrosão no estomago, causado pelo ácido acetilsalicílico, mas a dor no cérebro vai passar. Contudo, subtraindo, somando, equacionando tenho mais vantagens neste processo de escrita, quase sacro, que iniciei há muito tempo. As propriedades  cabíveis para existência são rabiscadas no papel incólume, que consegui junto a lata de lixo de uma gráfica resistente a Steve Jobs e fiel a Gutemberg.   O efeito do álcool é primordial para a tarefa de espalhar letras no papiro moderno. Neste kairos, momento, as correntes sanguíneas carregam toda a toxicidade necessária. Na realidade, o organismo é perturbado. Na dinâmica do espaço-tempo, quadrimensional, os homens oram, se lamuriam do sofrimento incrustado em suas psiques  carregadas de metafisicas, religiões, crenças & ciências. Os deuses não se manifestam, os seus representantes terráqueos exorcizam minha saliva venosa e ateia que contamina o rebanho. O cientista vai ao laboratório  sacrificar suas cobaias, expor a teoria da ratazana, mas precisa acreditar no axioma que flutua no oceano de incertezas de Parmênides. O teólogo elabora seus dogmas baseados, fundamentados na imensa solidão etérea. Meus pés fincados no planeta a caminho da destruição, suportam o alcoolismo niilista que cresce dia a dia nos pântanos do pensamento. Os procedimentos do cientista, do teólogo e do niilismo imanente no meu ser tem um mesmo objetivo. Todos tentam sobreviver pelos sentidos o sem sentido do animal homem. Todos precisam de uma bengala para se apoiarem na breve existência, que no fundo sabemos não ter nada de especial, pelo contrário, logo adiante seremos diluídos no rio de Heráclito, onde nossas  molécula se misturarão em outra configuração no eterno retorno de Nietzsche. Estaremos nos meios das fezes que possuem o mesmo material constituinte do humano, que vibram nas teorias das cordas e se movem pelas mesmas energias. 


   




segunda-feira, 30 de março de 2015

Maxikoan - Max | i | Koan | Transitoriedade | Gnose-Matemática




Maxikoan - Maxi | i | Koan | Transitoriedade | Gnose-Matemática




Levantei com uma bola de fogo na língua fluida. Acordei de um sonho utópico. A humanidade acreditava que a tecnologia ou a religião iria salvá-la. O meu cérebro combalido pelo álcool tentava concertar  a desarmonia vinculada no meu córtex. A conciliação procurada pelo pensamento semi-bêbado não era a salvação, mas a destruição de toda a humanidade. Não que fosse desejo ou sofresse a influência de seres sulfúricos,  mas pela leis da ultra-ciência que somente o meu ser domina. Em alguns diálogos que cometi no escasso ambiente de relações que tecia, sempre era questionado porque não expunha a secreta sabedoria que provava que a humanidade tinha os seus dias contados:

- Não adianta... Vocês não vão entender... Não digo isto por pernosticidadeporém por convicção meta-científica...



Meta-científica, well, não é esta a palavra específica, mas sim Maxikoan. Esta palavra  veio à "mente" como um eco interminável. Estava mergulhando nas águas do pacifico e como o malho no ferro Maxikoan repercutia no córtex. Subi até a superfície ensolarada da califórnia e respirei.  Tive a sensação de ter passado milhares de anos luzes. O pensamento nunca mais seria conforme a realidade que entrava pelos sentidos. Todo o mecanismo-quântico do universo esta sob domínio da caixa craniana, porém quando tento explanar não sou compreendido. As sucessões de pensamentos formavam uma rede inexpugnável de gnose-matemática.  No cérebro a teoria das cordas serviam de material que embasava os fundamentos teóricos,  mas apenas do mundo visível, sendo que a matéria e energia escura era abrangida pelo Maxikoan. Apesar de formar uma palavra, Maxikoan, etimologicamente, vem da composição:

Max - É a redução do vocábulo máximo, que significa supremo, sumo.

i - Vem do número imaginário, que no caso significa indeterminação, não existência no sentido dos sentidos humanos.

Koan - É uma narrativa, diálogo, questão ou afirmação no budismo zen que contém aspectos que são inacessíveis à razão.

Finalizando, provisoriamente, Maxikoan é a indeterminação que gera fundamentos que implicarão na confecção de teorias  em forma de rede.  Poderíamos dizer  que Maxikoan é um retrato do infinito e da indeterminação do universo e sua geração de configurações mutáveis. Ressaltando que a transitoriedade é o fulcro desta ultra-ciência. Panta Rei...







quarta-feira, 25 de março de 2015

Maxikoan - Pensamento Zipado Ou A Complexidade Da Teoria Do Nada....


Pensamento Zipado
Ou 
A Complexidade Da Teoria Do Nada....




Todos homens, bípedes e racionais, necessitam de um arrimo. Talvez um livro sagrado, uma cruz, um simbolo sobrenatural ou uma filosofia; até mesmo, visões divinas misturadas num cadinho cientifico (física quântica). Parmênides trocava toda sua fortuna por uma pequena tabua em que pudesse flutuar no oceano de incertezas. O meu mundo é diferente. Não preciso de rolex, conta bancaria ou qualquer modo que transforme o ser em ter, nem qualquer ilusão para existir, nem  mesmo um GPS:

- Não preciso da alienação no objeto para ser e existir. Alienação alienígena ou o ser imanente no objeto. Não uso aplicativo para orientar ou gerenciar algum procedimento.

Sempre admirei a convicção de Empédocles, que acreditava ser imortal. Quando cumprimentava seus contemporâneos, fazia assim:

- "Saudações! Eu sou entre vós um Deus imortal, não mais um mortal”.

O filósofo grego acreditava tanto em sua eternidade, que para prová-la, se atirou da borda da cratera do Etna - nas profundidades do abismo. 



Meus pés rasgados pelo destino. A pré-determinação assassina de todo o livre-arbítrio. Ando de acordo com a causa e efeito - ou leis que regem o universo. Tanto um como outro, não temos alcance de conhecer ou influenciá-los. Kant nos ensinou a absorver a crítica e que é impossível conhecermos a coisa-em-si. Todo dia levanto no meu ateísmo destrutivo. Engulo uma chávena de água-ardente. O aparelho estomacal é estimulado. As falanges logo em seguida  começam apertar teclas que imprimem palavras na tela. Após outra chávena o pensamento move-se mais rapidamente e confuso. Não acredito em alguém que escreva corretamente, conforme as leis da sintaxe, da ortografia & semântica.  Não necessariamente, mas provavelmente, é alguém que aceitou o olhar do senhor. O consumo da casa grande já não pode mais ser sustentado. As amarras invisíveis precisam ser rompidas. Um mundo novo pode ser diferente, mas para isso precisamos acreditar no ser humano. De minha parte estou cansando, cético, destilo ácido e nas veias correm líquidos radioativos. Não acredito em promessas, mas anuncio dias terríveis - sou uma espécie de oráculo do pessimismo. Os pássaros de mau agouro sobrevoam meu córtex. Os deuses estão mortos, mas mesmo antes de Nietzsche colocar na sua filosofia, eles já haviam abandonado minha ascendência. Estou sempre pensando que dor terrível vai consumir minha existência. Em que Cáucaso os abutres vão consumir meu figado etílico, exposto no corpo acorrentado na montanha mais solitária.  A minha repugnância afasta os seres indesejados, sou quase um misantropo. Para ser preciso vencer o instinto de auto-conservação. Não sei aonde chegarei com minha verborreia e solidez solitária, meu mau-humor, minha dieta Etílica-Vegan. Só tenho orgulho dos meu ferimentos causados pelas bebedeiras... Enfim, talvez, o fim seria melhor, mas estou enfadado com adjetivos...





  

terça-feira, 3 de março de 2015

Leibniz–Newton calculus controversy - Binaridade & A Tartaruga de Aquiles....




Binaridade & A Tartaruga de Aquiles....






O existencialismo de Sartre, baseado na liberdade, em que o homem  pode fazer de si algo melhor do que a sociedade fez - é similar ao pecado original do cristianismo.   Ele coloca a responsabilidade do destino nas mãos do homem. Na realidade, o homem não tem sentido, nem sentimento, pelo menos no que tange ao meu "ser" - estamos presos a massa, a matéria escura e a energias que habitam o universo. A cada frase construo teorias. Elas são vazias, sem verificação, ajudam a levar o cotidiano desfavorável a uma utopia que só existe na geração em que os neurônios produzem o epifenômeno. O livre-arbítrio só pode estar  na configuração neuronal. É uma liberdade vigiada pelas impressões que entram nos sentidos e transformam a tabula rasa de Locke, criando todas ilusões como o absoluto, a verdade e seus contrários. O sonho também é uma liberdade controlada, caso contrário, não teríamos pesadelos fora do estado vígil. Neste momento preencho uma folha em branco virtual, ou seja, a página virgem do blog. Existimos numa teia que abriga Berkeley, Humes e Popper, ou seja, só existe o que percebemos, se o sol nasceu hoje no lago dos cisnes brancos, não quer dizer que amanhã o sol nascerá - e se nascer é provável que um cisne negro desfile sua graça no lago dos cisnes brancos. Popper é um Humes mais "evoluído", um dos principais filósofos do século vinte. Foi um austríaco que colocou o circulo de Viena em xeque. Com efeito, Popper expulsou a verdade absoluta do positivismo lógico, que estava oculta, apesar do circulo de Viena negar a existência em sua ciência positivista-lógica. Os orgulhosos filósofos e cientistas do circulo vienense e agregados acordaram do sonho do absoluto, que é o princípio, o fundamento de teologias e metafísicas. A história do pensamento humano não consegue sair da dualidade, do binarismo. Heráclito de Éfeso há dois mil e quinhentos anos já travava esta batalha contra Parmênides de Eléia, que acreditava no absoluto, no eterno e afirmava “Toda a mutação é ilusória”. O filosofo do Éfeso afirmava tudo está em perpétua mutação, Panta Rei. Alguns dizem que ele foi o pai da dialéctica, que ao chegar em Hegel foi incluído  o terceiro termo para unir a tese e a antítese, ou seja, o terceiro fator: - a síntese. Com efeito, o terceiro fator é apenas a nova fase de uma nova dialéctica binária, ou seja, a Tese. A humanidade está presa no ser e não-ser, na verdade e falsidade, no zero e no um do sistema binário da computação. Somos escravos do eterno fluir na nossa transitoriedade, enquanto nos divertimos com o absoluto indeterminado ou com finito do infinito. Sabemos que Aquiles nunca vencerá a tartaruga na infinita divisão matemática, mas ela será ultrapassada com um simples passo de Aquiles no mundo "real" dos sentidos. 
"Es gibt keine fakten nur interpretationen." - Nietzsche